A volta ao espírito do homem - O fim da era da dominação
Hoje estava em uma sala de aula quando se sentou a minha frente uma libélula. Veio flutuando, delicada e justamente a minha frente ela pairou, parou, sentou e ficou ali, a me acompanhar no meio de uma extenuante aula de direito civil. Com suas asas translúcidas com uma faixa preta pintando o seu entremeio fiquei a observar, enquanto a professora discorria sobre obrigações civis. Vi aquela pequena ali, leve e a imaginei, fui levado pela imaginação a vê-la pairando ao sabor do vento, em minha infância recordo de amarrar pequenos barbantes em seus rabos para vê-las voar pelo ar, me imaginava voando com elas, livre, um filho como tantas libélulas filhas do vento. Além de tudo que sempre posto aqui, acredito firmemente na idéia de que um dia o véu da ilusão em que vivo irá se desfazer completamente, tal qual uma libélula que um dia decide voar acima das árvores que a abrigam e ver que existe um mundo maior ali, e que mesmo tão perto ninguém pensa em ver. Como podemos voar além da c...