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O TÃO TÊNUE EQUILÍBRIO EM NOSSA TÃO BREVE CAMINHADA

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Venho pensando, ao largo de minha pequena caminhada, o que são todas as coisas, e a inefável divisão que fazemos, como infantes que ainda desconhecem o que nos cerca, entre o que é material e espiritual. Oras, se tudo que está manifesto é somente uma capa para o que está oculto, tudo é igualmente uma emanação da mesma fonte. Não há como distinguirmos o material e o espiritual se é tudo energia, ainda que vibrando em distintos padrões. Se é tudo energia é tudo igualmente manipulável, é tudo igualmente influente em nossa caminhada, é tudo algo a se depositar a nossa atenção para o entendimento de todos os fatores que nos abraçam e que abraçamos neste emaranhado de relações que fazemos ao abraçar a nossa existência ao mesmo tempo que somos abraçados por ela. Por isso me volto aos estudos da atenção plena, porque não termos atenção plena, e essencialmente indistinta com tudo que há. A medida que entendemos como diferente o que é uma relação orgânica, inorgânica, material ou imat...

As dúvidas na caminhada: entre ser tudo e não ser nada

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Toda essa caminhada a qual damos o nome de vida é, ao final de tudo, uma grande incógnita de nosso próprio existir. Passamos grande parte desta jornada a tentar encontrar um sentido para ela, responder as transcendentais “quês” e “porquês”. Nem sequer sabemos de quê somos formados, e nem do porquê que estamos aqui. Na ausência visceral de sentido nasceram as ciências, tentando submeter ao exame de nossa limitada racionalidade os mistérios cósmicos da existência. Ao final de tudo queremos apenas acreditar sermos transcendentais, especiais, ser mais do que acidentes biológicos como pessoas, e um acidente evolutivo como humanidade. Olhamos ao redor na busca destes sentidos todos, sentidos que impelem a caminhar em uma direção para além da fruição do gozo individualista que nos faria meros escravos de nossos desejos carnais e íntimos. Afinal, se tão somente nos reconhecermos como acidentes, o que mais nos resta que a busca incessante pelo prazer frugal dos sentidos? Mas se assim o f...

O (des)equilíbrio da jornada da vida: as cicatrizes de uma caminhada

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Impressionante como há uma força quase irresistível tendente a nos desequilibrar a todo tempo. São vários os tipos de desequilíbrios em nossa vida, mas refletem, em um campo perceptível, problemas de desequilíbrios do nosso campo invisível: o campo energético. Todo desequilíbrio interno tende a nos levar a inconsciência, ou a estados mais baixos de energia que não nos permite a manutenção de um nível ótimo de consciência que nos permita manter o equilíbrio tênue e frágil que é a nossa vida no âmbito da sociedade. Há, podemos dizer, um primeiro sentido no equilíbrio que reflete-se em nosso próprio ser visível, que diz respeito às facetas básicas de nossa existência, senão vejamos: ·       Como seres orgânicos, tudo que temos se manifesta em decorrência da forma que adquirimos para manifestar a nossa individualidade neste tempo e espaço. Portanto o nosso corpo é o veículo de interação primeira entre o que é a energia interior, formada em nossa gênese, e...

O código do guerreiro

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Por muito tempo tenho pensado acerca de nossa pequena caminhada por esta vida. Falo desta caminhada da qual sabemos existir, fora de qualquer elucubração metafísica como vidas passadas ou mesmo amenizações futuras sobre as possíveis vidas que teremos. Quero me abstrair deste contexto neste breve momento e pensar, por um instante que seja, que algo que nos faz concebermos a nós mesmos como indivíduos fora criado no momento do nascimento e acabará no momento de nossa morte. Quero, como base para este texto, manter-me no pensamento de que quiçá sejamos como o dito energético de que nada se perde, tudo se transforma de alguma forma. Pensando assim chegaríamos à concepção de que ao morrer, podemos até virar adubo que comporá outro ser, mas que não teremos de nosso conjunto atual as lembranças e a coesão suficiente de ser o que agora somos. Filosoficamente eu já poderia dizer que não somos hoje sequer o que fomos ontem, posto que somos uma constante transformação, mas ainda mantemos, ...