A descontrução do mundo como caminho

Todos oraram em algum minuto de suas vidas ou o farão em algum momento, pedindo, clamando pela vida Eterna ao criador. Todos acreditaram em algum momento, ou acreditarão, em alguma religião que apregoe a eternidade de algum aspecto de sua personalidade. Isso não representa mais do que o medo ancestral da morte da personalidade, da morte do EU forjado pela sociedade, que assola o mundo em que vivemos. Estamos inexoravelmente presos a uma ilusão que começou há muito tempo atrás em um pacto antigo, a aliança do homem com os símbolos, com as palavras. A saída do silêncio aconteceu de forma gradual, e ocorreu da mesma forma e medida em que o homem começou a separar-se do mundo natural que o cerca. À medida que a palavra se assomava com maior poder no mundo, à medida que os símbolos que representam a tudo que há aprisionavam o mundo do sentir em uma pequena garrafa – seja essa garrafa de palavras, de pinturas, de representações simbólicas – o mundo começou a reduzir-se. Houve ...