O lago da razão e as margens da imensidão
Não sei se as palavras, o preto e branco recortado por signos, desenhos são suficientes para expressar os sentimentos. Sempre o tento, como sempre tentaram poetas, o tentam. Sinto-me por vezes como um ladrão de sensações, de emoções e de vivencias, por vezes nos deparamos com situações, histórias, pessoas, e isto nos faz emergir lembranças de hoje, de amanhã ou até lembranças que nunca existira, tudo devidamente possível dentro do espectro de impossibilidades do homem. Hoje me via perdido por entre um turbilhão de livros, de um conhecimento frio, de palavras que representam a falácia do mundo e queria eu entender se essa falácia do mundo social tem algum sentido. Eu queria tanto entender que me vesti completamente da veste da mente, pois era apenas assim que eu poderia compreender o mundo que me cercava em todas as suas nuanças. Entreguei-me neste texto as palavras, em meio ao mar de livros em que estava, no conhecimento marcado por teorias fundadas na razão, seja de Kant,...