A mariposa, a morte, e o espírito
Ontem inesperadamente, admirando o poder que nos cerca a todos a todos os momentos, àquela sensação de conexão que nos deixa deslumbrados fui agraciado com a visita de uma bela mariposa. Estava eu imerso em uma leitura, arejando o ar da casa com um incenso, sozinho, logo após o crepúsculo, ouvindo o som do mundo agitando-se. Lá fora crianças corriam, adultos conversavam, uma carne assava em um churrasco, carros continuavam a andar, e os morcegos a voarem em busca de seus alimentos. Ali naquela sala, imerso no silêncio do som que me cercava, fui inicialmente visitado pelo vento, ele entrou sorrateiro, sem convites, pois é já de casa, e me acariciou a fronte. Ele me pedia para levantar, eu sabia disso, quando estamos conectados entendemos perfeitamente a voz de todas as coisas, sem nenhuma palavra. Naquela sala, daquela casa, daquele mundo, naquele lugar me levantei, já sabendo que a minha percepção estava ancorada no agora costumeiro ponto da completude, da conexão com o tu...